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CLAY (argila) – um
agregado de aspecto terroso, natural, em que predominam silicatos
hidratados de alumínio. É usualmente plástico após ser suficientemente
pulverizado e umedecido, rígido após secagem e adquirindo a dureza de aço
após queima em uma temperatura elevada adequada.
ADOBE (adobe ou adobo) – palavra de origem espanhola usada no sudoeste dos
EUA para designar argilas adaptadas à manufatura de tijolo cru, seco ao
sol, denominado adobe. Não temos nome especial no Brasil para designar as
argilas usadas para a mesma finalidade ou finalidades análogas; o que mais
se aproxima é “taipa”, porém é de menor espessura e tem um arcabouço de
ramos de madeira.
ALLUVIAL CLAY (argila aluvial) – argila que foi depositada pela água sobre
a terra, usualmente em associação com rios ou correntes.
ALLUVIUM (aluvião) – um termo vago, aplicado a depósitos de areia, de
argila ou de cascalho, depositados pela água sobre a terra ou solo.
BALL-CLAY (argila “bola” ou argila plástica para cerâmica branca) – uma
argila muito plástica, de granulomentria muito fina, refratária, tendo
geralmente cor marfim após a queima, algumas vezes creme-clara ou branca.
Geralmente produz uma massa cerâmica de baixa absorção de água após queima
entre cone Orton 5 e 10, às vezes sendo necessário até CO 15. Permanece de
cor branca e não superqueima em temperaturas de queima de louça branca.
Funciona principalmente como agente de suspensão ou de ligação. O termo
“ball clay” é equivalente aos de “argila plástica” para cerâmica branca e
“argila plástica gorda”, para cerâmica branca, quando estas queimam com
cores claras. As argilas plásticas da região de São Simão (SP), e Oeiras
(PI) são exemplos de ball-clay.
BAUXITIC CLAY (argila bauxítica) – uma argila que contém uma mistura de
minerais bauxíticos, tais como gibsita e diásporo, com argilominerais do
grupo da caulinita, estando os primeiros constituintes abaixo de 50% do
total (o oposto seria um bauxito argiloso). Este termo corresponde ao
termo brasileiro “argila aluminosa ou altamente aluminosa” aplicado às
argilas utilizadas na fabricação de materiais refratários das regiões de
Moji das Cruzes (SP), de Uberaba e de Poços de Caldas (MG); as argilas
refratárias da região de Suzano (SP) e certos caulins de Juiz de Fora (MG)
contém pequeno teor de gibsita livre.
BENTONITE (bentonita) – uma argila de granulação muito fina, composta por
minerais do grupo da montmorilonita. A maioria dos depósitos é considerada
como tendo sido formada pela alteração das partículas vítreas da cinza
vulcânica ácida. As bentonitas são caracterizadas por um brilho semelhante
ao de ceras ou de pérolas e por um tato untuoso. Algumas bentonitas incham
naturalmente pela absorção de água, outras não incham e outras apresentam
graus intermediários de inchamento (metabentonitas). O termo “bentonita”
tem sido usado no Brasil de modo um pouco vago, pois misturas de argilas
cauliníticas, montmoriloníticas e ilíticas não são necessariamente
bentonitas: as argilas verdes e vermelhas do Vale do Paraíba têm sido
denominadas argilas bentoníticas, porém não bentonitas. Já foram
assinaladas pequenas ocorrências de bentonita verdadeira na região de
Ponte Alta, próximo a Uberaba, MG. Pequenas ocorrências, sem valor
comercial, foram assinaladas em jazidas de caulins provenientes da
decomposição de pegmatiticos, por exemplo, em Perus e no Sacomâ, nas
vizinhanças da cidade de São Paulo: estas últimas ocorrências recebem o
nome de “cera de montanha”. As argilas montmoriloníticas das regiões de
Sacramento, Carmo do Paranaíba e Pará de Minas (MG) e de Boa Vista (PB)
ainda não foram provadas originarem de cinzas vulcânicas para ser
denominadas bentonitas (dados até 1975).
BOND CLAY (argila para ligação, ligante ou aglomerante) – uma argila muito
plástica, tendo um valor elevado da tensão (módulo) de ruptura à flexão do
material cru, que pode ou não ser refratária e que é usada para ligar ou
aglomerar materiais não-plásticos. As argilas de São Simão e de Suzano,
nas variedades de cor mais escura, são do tipo bond clay.
BOULDER CLAY (argila de seixos) – uma argila que contém um número notável
de seixos (ver também TILL). Freqüente nas camadas permocarboníferas do
sul do Brasi – barro branco.
BRICk CLAY (argila para tijolos) – qualquer argila adequada para a
manufatura de tijolos de alvenaria (cerâmica vermelha e estrutural). As
argilas brasileiras para a fabricação de tijolos têm baixa temperatura de
vitrificação, porém contêm quantidades apreciáveis de óxidos e hidróxidos
de ferro e potássio que agem como fundentes, enquanto argilas americanas e
européias, usadas para a mesma finalidade, contêm calcário.
BURLEY CLAY (argila nodular) – uma argila que contém burls, oólitos ou
nódulos, que podem conter teores elevados de óxido de ferro ou de
alumínio. Tal como é usado no Estado de Missouri, EUA, este termo se
refere a uma argila que contém diásporo e apresenta um teor de alumina
entre 45% e 60%.
CALCAREOUS CLAY (argila calcária) – uma argila contendo os minerais
calcita e/ou dolomita em quantidade suficientes para produzir uma
efervescência, óbvia com HCl diluído. Se os carbonatos se acham em excesso
sobre o teor de Fe2O3, a argila queima com cor creme e tem uma faixa de
vitrificação estreita.
CHINA CLAY (argila chinesa) – um termo aplicado originalmente ao caulim
beneficiado minerado na Europa, mas atualmente aplicado a todos os caulins
beneficiados de origem inglesa. É usado na Grã-Bretanha para designar
caulins da região de Cornwall.
COLLUVIAL CLAY (argila coluvial ou de coluvião) – uma argila transportada
por lavagem em um declive e depositada na base ou próxima a encostas de
morros.
DELTA CLAY (argila de deltas) – uma argila que se acumulou no delta de um
rio. Tais depósitos não são tão comuns como os depósitos de argila
formados de outros modos. As argilas de delta são argilas aluviais.
DIASPORE CLAY (argila diasporítica) – uma argila contendo acima de 60% de
alumina e com o mineral diásporo muitas vezes na forma de grânulos ou
oólitos. Podem também estar presentes gibsita ou cliaquita (hidróxido de
alumínio amorfo). Do nosso conhecimento, não foi ainda assinalada a
presença de argila contendo diásporo no Brasil.
ENAMEL CLAY (argila para esmaltes) – uma argila finamente dividida, muito
plástica, de baixa granulometria, com baixo teor em ferro e com um “poder
de suspensão” tão elevado que, quando dispersa em água, pode ser usada
para manter em suspensão fritas para esmaltação de peças cerâmicas e
metais. Essa argila também produz opacidade no esmalte. Certos tipos
especiais de ball clays podem ser usados como argilas para esmaltes: as
argilas de São Simão (SP) apresentam características que permitem seu
emprego para essa finalidade.
ESTUARINE CLAY (argila de estuários) – uma argila que foi depositada no
estuário de um rio e na desembocadura e um rio no mar.
FIRE CLAY (argila resistente ao fogo ou para refratário) – uma argila,
sedimentar ou residual, que um cone pirométrico equivalente ou
refratariedade que não é inferior ao CO 19 (15410C). Pode variar em
plasticidade ou em outras propriedades físicas e queima com uma cor
castanho-clara. Recomenda-se que argilas com refratariedade de CO 19 a CO
26, inclusive, sejam chamadas low heat duty fire clay, isto é, argilas
refratárias para utilização em temperaturas baixas, e que as argilas
refratárias com refratariedade igual ou acima de CO 27 sejam chamadas
refractory clay ou argilas refratárias propriamente ditas. Embora algumas
argilas refratárias sejam encontradas sob camadas de carvão, muitas outras
não têm nenhuma associação com carvão; na realidade, muitas argilas que
estão sob camadas de carvão não estão de acordo com a descrição acima.
Fire clay refere-se mais à refratariedade ou cone pirométrico equivalente
que à forma de ocorrência. Muitas fire clays podem ser usadas em massas
cerâmicas não-refratárias; é o caso da ball clays.
Segundo a especificação E-89 elaborada pelo IPT, as argilas refratárias
são classificadas em três tipos, designadas por A, B e C, segundo
apresentam as refratariedades seguintes: A) igual ou superior a CO 32
(17170C); B) no mínimo CO 29 (16590C); e C) no mínimo CO 23 (16050C).
Segundo as normas alemãs DIN (24), uma argila refratária deve ter no
mínimo uma refratariedade de CO 26 (16210C). Segundo as normas francesas,
uma argila refratária deve ter no mínimo uma refratariedade ou resistência
piroscópica equivalente a 15000C no mínimo. A ABNT define “argila
refratária” como tendo refratariedade ou cone pirométrico equivalente
igual ou superior a CO 15 (14300C). Não confundir argila refratária – fire
clay – com argila para fabricar materiais refratários – refractory clay.
FILLER CLAY (argila para enchimento ou para carga) – uma argila britada ou
moída (algumas calcinadas) para finalidades outras que a produção de
materiais e produtos cerâmicos e que age geralmente como um ingrediente
inerte. Enquanto essas argilas podem muitas vezes alterar as propriedades
dos produtos em que entram, elas se mantêm inalteradas na composição. As
argilas para enchimento podem ou não ter a cor branca (ver RUBBER e PAPER
CLAY, que são casos particulares de filler clays).
FLINT CLAY (argila tipo sílex ou pederneira: argilito) – uma argila,
geralmente dura e refratária, que tem uma estrutura densa e uma fratura
conchoidal. É de difícil agregação – slaking – em água e tem pouca
plasticidade nas condições usuais de trabalho. Normalmente associada às
camadas de carvão nos EUA e comumente de muito alta refratariedade. Ocorre
no Brasil em Montes Claros (MG).
FLOOD-PLAIN CLAY (argila de planície de inundação ou de várzea) – qualquer
argila que recobre a planície de inundação ou enchente de um rio, isto é,
da parte do vale de um rio que se cobre de água durante as suas
inundações, por exemplo: as argilas da várzea do Rio Tietê, nos arredores
da cidade de São Paulo, usadas em cerâmica vermelha.
FOUNDRY CLAY (argila para fundição) – argilas plásticas, de várias
resistências à temperatura, mas com boas propriedades ligantes ou
aglomerantes, utilizada de mistura com argilas para fazer moldes de
fundição. As argilas verdes e vermelhas do Vale do Paraíba e as argilas
quaternárias plásticas dos arredores de São Paulo são razoáveis argilas
para fundição. A bentonita de Uberaba e as argilas montmoriloníticas de
Sacramento (MG) e Boa Vista (PB) são bons agentes ligantes para moldes de
peças especiais em metalurgia.
FULLER`S EARTH (terra fuler) – numa argila que, no seu estado natural
seco, é usada no processamento e no descoramento de óleos (montmorilonitas
e atapulgita-paligorsquita e sepiolita). As argilas verdes do Vale do
Paraíba e do bairro do Jaçanã na cidade de São Paulo vêm sendo aplicadas
com sucesso no descoramento de óleos vegetais.
GUMBO CLAY (argila tipo gumbo ou argila turfosa) – um termo vago aplicado
a muitas argilas moles, plásticas e pegajosas. Estas argilas são muitas
vezes coloridas por húmus ou outros constituintes orgânicos.
GUMBOTIL (gumbotil) – uma argila não-oxidada, não-laminada, lavada
completamente, de cor cinza e cinza-preta, muito pegajosa e quebrando com
uma fratura semelhante à do amido; muito dura e rígida quando seca. É
formada principalmente pela ação do intemperismo sobre os sedimentos
drifts – glaciais.
KAOLIN (caulim) – uma argila que queima na cor branca e, na sua forma
beneficiada, é constituída principalmente por minerais di grupo da
caulinita. Dois tipos de caulins pode ser reconhecidos: (A) caulim
residual – um caulim encontrado no lugar onde é formado pela ação do
intemperismo sobre rochas. É o caso da maioria das jazidas conhecidas de
caulins de São Paulo, sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraíba e Rio
Grande do Norte. (B) caulim sedimentar – um caulim que foi transportado do
seu lugar de origem. Os caulins sedimentares apresentam propriedades
coloidais mais pronunciadas que os caulins residuais, justamente por terem
sofrido transporte, e têm granulometria menor. É o caso dos caulins dos
rios Jari e Capim no Pará. No Brasil, usam-se também os termos para (A)
caulim primário e para (B) caulim secundário.
LACUSTRINE CLAY (argila lacustrina) – qualquer argila que foi depositada
em um lago.
LATERITE (laterito) – um material de aspecto de argila, de origem
residual, e que consiste, típica e essencialmente, de óxidos hidratados de
ferro e alumínio. É usualmente de cor variando do vermelho ao marrom, mas
pode também se cinza ou azul. Pode apresentar graduações variando de
bauxito (que é considerado como uma forma de laterito) até o extremo de
uma argila ferruginosa. Pode ser confundido com o termo “canga”, usado
sobretudo em Minas Gerais. O adjetivo laterizado tem significado amplo.
Minérios de níquel do Morro do Níquel e Niquelândia, de cor marrom, são
lateritos.
LOAM (argila) – um material composto por uma mistura de argila e silte com
proporções variáveis. Pode muitas vezes conter carbonato de cálcio. Recebe
também o nome de marga argilosa (marl).
LOESS (loess) – um silte argiloso que pode variar muito em composição,
especialmente no teor de sílica e de carbonato de cálcio. É usualmente
considerado como sendo um material depositado pelos ventos. O loess
compactado é designado como loesito. Esta rocha ocorre nos sedimentos
derivados da glaciação permocarbonífera no sul do Brasil.
MARINE CLAY (argila marinha) – uma argila que foi acumulada como um
sedimento no fundo do aceano. Tais argilas não incluem os depósitos de
estuários ou de deltas marítimos, mas podem variar gradativamente até
esses tipos.
MODELING CLAY (argila para modelagem artísitica) – uma argila adequada
para emprego, em sua forma plástica, em escultura e fins semelhantes.
Qualquer argila plástica de perquena retração após secagem e na queima.
PAPER CLAY (argila para papel) – uma argila branca, com teor muito baixo
em sílica livre e tendo uma granulomentria muito baixa na forma em que é
negociada. Devido ao seu alto poder de retenção pelas fibras celulósicas,
cor e propriedades de suspensão, ela pode ser usada para enchimento, carga
ou cobertura de papel. A maioria das argilas para papel existente no
comércio é produto beneficiado por lavagem. Caulim sedimentar é o melhor
paper clay.
PIPE CLAY (argila para canos, tubulações ou para manilhas) – um termo
usado de um modo vago, que foi originalmente aplicado a uma argila para a
fabricação de pequenas chaminés. Foi também usado para argilas para a
fabricação de manilhas. O term está obsoleto.
PLASTIC KAOLIN (caulim plástico) – recomenda-se que este termo seja
abandonado.
POT CLAY (argila para potes ou panelas de barro) – recomenda-se que este
termo seja abandonado.
POTTER`S CLAY (argila para oleiros) – uma argila plástica que pode ser
facilmente moldada no torno. O termo está obsoleto.
REFRACTORY CLAY (argila refratária) – qualquer argila apresentando uma
refratariedade não inferior à do CO 27 (16400C).
RESIDUAL CLAY (argila residual) – uma argila que resultou da ação do
intemperismo sobre uma rocha mais antiga e que ficou no lugar de origem.
Pode apresentar todos os graus de pureza, dependendo da composição da
rocha original.
RUBBER CLAY (argila para borracha) – um tipo de argila para enchimento ou
carga, adequada para a composição de borracha vulcanizada. É geralmente
branca ou de cor clara, livre de grãos duros e de impurezas.
SAGGER CLAY (argila para caixas de refratários) – uma argila refratária
(fire clay) ou de ligação (bond) adequada para a manufatura de caixetas
refratárias para queima de peças cerâmicas. Pode-se assemelhar a uma
argila ligante ou aglomerante, mas contém mais impurezas e pode ser mais
silicosa.
SEDIMENTARY CLAY (argila sedimentar) – qualquer argila que foi depositada
em camadas como um sedimento, geralmente por água, mas algumas vezes
também pela ação de ventos e geleiras. Tem o mesmo siginificado que argila
transportada.
SEMI-FLIN CLAY (argila tipo semi-sílex) – um termo usado em alguns lugares
para incluir argilas refratárias que têm uma dureza intermediária entre a
das argilas refratárias plásticas e das argilas tipo sílex.
SEMI-HARD (argila semidura) – recomenda-se que este termo seja abandonado.
SEWPER-PIPE CLAY (argila para manilhas) – este termo, obsoleto, foi
aplicado a uma argila usada na manufatura de manilhas. É tão indefinido
como argila para terracota.
SHALE (folhelho argiloso, argilito) – uma argila consolidada ou
endurecida, tendo usualmente uma estrutura laminada. Todas as gradações
podem ser encontradas entre o folhelho argiloso e uma argila plástica. Os
termos “shale clay” e “clay shale” são algumas vezes usados para designar
um material intermediário entre shale e clay. Alguns de nossos “taguás”
são shales. Shale ou xisto tem um significado especial em geologia,
podendo ser síltico ou argiloso, mas deve apresentar fissibilidade
(exfoliação fácil, paralela à superfície de estratificação). Os taguás de
Jundiaí e do Vale do Paraíba (SP) são folhelhos argilosos.
SILECEOUS CLAY (argila silicosa) – uma argila contendo quantidades
apreciáveis de sílica livre em partículas que podem ou não ser visíveis a
olho nu. Quando as partículas de sílica estão presentes em grandes
quantidades, o termo “arenosa” é, muitas vezes, usado. No nordeste do
Brasil usa-se o termo “sal”.
SLIP CLAY (argila fundente) – uma argila ou folhelho argiloso qe funde
completamente entre os CO 5 e CO 10 e pode ser usada sozinha, aplicada em
barbotina, como um vidrado natural a uma peça cerâmica. Essas argilas são
usualmente de granulomentria fina, ricas em fundentes, incluindo ferro, e
devem aderir sem trincar a massa sobre a qual são colocadas, que antes,
quer após a queima. Esse termo não deve ser confundido como termo bem
conhecido em cerâmica slip, que significa barbotina. Muitas argilas que
não servem para vidrados naturais podem ser usadas em barbotina.
SURFACE CLAY (argila superficial) – um termo vago, aplicado a qualquer
argila (geralmente de baixa qualidade) que ocorre na ou próximo à
superfície do solo.
TERRA-COTA CLAY (argila para terracota) – uma argila de plasticidade e de
trabalhabilidade adequadas para a manufatura de terracota, tais como
vasos, estátuas ou forma arquitetônicas. Deve ter plasticidade muito boa.
Muita argila que é usada para essa finalidade nos EUA é do tipo argila
louça de pó-de-pedra ou refratária. Atualmente, nenhuma argila pode ser
considerada distintamente como argila para terracota, porque muitas das
argilas usadas na composição deste produto podem ser usadas para outras
finalidades. É o tipo de argila usada para a fabricação de talhas,
moringas e bilhas para água potável.
TERRACE CLAY (argila de terraços) – qualquer argila, usualmente impura,
que fica sob um terraço topográfico, que ocorre nas vertentes de vales,
bacias ou baixadas de outros tipos.
TILL (til, tilito) – depósitos glaciais de caráter não-estratificado,
consistindo de uma mistura heterogênea de argila, areia, cascalho e
seixos. Contém, freqüentemente, seixos estriados. O til consolidado
chama-se tilito. Este ocorre em vários períodos geológicos, até no
Pré-Cambriano. Freqüente nas camadas permocarboníferas da sul do Brasil.
Tilitos da região de Moji Guaçu (SP) são usados em cerâmica vermelha ou
estrutural.
UNDERCLAY (argila que se encontra sob lençóis de carvão) – uma argila que
ocorre sob lençol de carvão ou no mesmo horizonte que um lençol de carvão.
Os depósitos são muitas vezes caracterizados por limites pouco precisos
com o carvão, superfícies irregulares e pela presença de material
carbonoso. Todo underclay é fire clay, mas nem todo fire clay é underclay.
Exemplo de underclay no Brasil é o barro branco de Santa Catarina.
VARVE CLAY (argila varvítica) – uma argila em camadas ou bandas,
constituída por camadas alternadas geralmente de argila e de silte. Os
tipos mais conhecidos de argila varvíticas são as depositadas em lagos ao
longo das margens de geleiras. Em tais depósitos, cada par de camadas
geralmente representa um ano de deposição. O varvito de Itu (SP) é bem
conhecido, porém não é argiloso.
VITRIFYING CLAY (argila vitrificável) – recomenda-se que este termo seja
abondonado.
WAD CLAY (argila para remendos) – uma argila muito plástica, de alta
resistência à tração, que pode ser usada para fazer uma junta entre caixas
refratáriasm para suportes refratários – saggers – ou outras peças
refratárias.
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