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Guia
de Fornos Japonêses
Existem muitas variedades
de forno, à lenha, a óleo, a gás natural, carvão, ou propano. O método
de aquecimento influencia muita na cerâmica -e.g., para esmaltes
naturais de cinza, ceramistas preferem o anagama à lenha (vêr foto
abaixo), para produzir cinza em suspensão, que gruda nas peças, funde, e
cria um esmalte natural de cinzas que nao pode ser conseguido com
qualquer outro tipo de queima.
Aprender tudo o que há para saber sobre queima no forno é uma tarefa
desanimadora, pois não existem duas queimas exatamente iguais. Mesmo
os grandes mestres não podem controlar com perfeição seus fornos -
existem muitas variáveis - quanto ar, quanta madeira, que
combustível usar, quando usar, como controlar as temperaturas, a
arrumação das peças no forno, como arrumamos as peças. O controle do
ceramista é de no máximo 85% do processo, mas existem outros fatores
alem do controle, como o clima, as condições da lenha, e a atmosfera
do forno, que são deixadas para o kama no kami ou deus do forno.
O tipos tradicionais de forno são explicados abaixo, seguido de uma
curta história do forno no Japão.
-
Anagama - Forno com uma
única câmara, ou um forno-túnel,
vindo da Koreia para o Japão no século cinco; queima à lenha;
favorito pelos ceramistas que preferem os esmaltes naturais de
cinzas.
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Noborigama - forno de encosta; queima à lenha; o mais usado
no Japão desde o século 17; largamente preferido para peças
esmaltadas pois ele dá consistencia e previsiblilidade às tiras do
forno.
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Renboshiki noborigama - Forno de encosta com várias
camaras.
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Makigama - forno à lenha
PEQUENA
HISTÓRIA DO FORNO NO JAPÃO
Japão antigo:
Antes do Anagama ser trazido da Koreia no século cinco, as queimas
eram feitas em áreas cobertas. Eram construídas fogueiras ou cavados
buracos. Já que a temperatura nunca excedia os 700 graus, as peças
antigas japonêsas são tipicamente cerâmica de baixa - peças
que eram muito solúveis na água. Os dois estilos associados com
cerâmica antiga japonêsa são o Jomon e Yayoi. Durante esses tempos
antigos, os tornos e os fornos não eram ainda utilizados.
Século Cinco:Introdução do Anagama
e do torno.
A introdução da cerâmica Sueki (Processada) no Japão vindo da Koreia
no meio do século cinco marca a maior virada da cerâmica
japonêsa.Sueki era queimada no calor amarelo, entre 1100 a 1200
graus centígrados, numa atmosfera redutora, e geralmente feita em
torno. Os estilos Bizen, Shigaraki e Tamba originaram-se da tradição
Sueki. A cerâmica Sueki era geralmente acinzentada pois o comum
nessa epoca era introduzir excessivamente o combustível no
finalzinho da queima, transformando a superfície dos potes
totalmente acinzentadas. Essa tecnica é chamada Kaito em chinês.
Século 17:Introdução do Noborigama
Durante muitos séculos o anagama continuaria a queimar a maravilhosa
criatividade cerâmica japonesa. Mas no início do século 17, o
anagama perde sua importancia e é substituido pelo noborigama (forno
de várias câmaras)

Existem vários motivos para tal
mudança. Primeiro, o noborigama aumentava a produtividade por ter
mais câmaras - dez a vinte vezes mais potes podiam ser criados em
uma queima comparado ao volume da capacidade do anagama. Segundo,
para peças esmaltadas, o noborigama trazia um grande nível de
consistencia e previsbilidade a produção, bem como economia em
escala. Como estamos perto da era moderna, produção em massa vem
dominar, e o anagama é mais ou menos abandonado.
Cena Atual:
O anagama obteve um renascimento nas ultimas decadas graças, em
parte, ao trabalho e esforço de
Furutani Michio (1946-2000) e
Yasuhisa Kouyama. Furutani (falecido) é considerado por muitos como
Rei do Anagama no Japão moderno. Hoje existem centenas, talvez
milhares, de ceramistas usando anagama no Japão. No ocidente o
anagama fez um forte progresso(só chegou no ocidente nos ultimos 20
ou 30 anos), de modo que tornou-se parte do jargão de ceramistas
Ocidentais.
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